Falar de futuro aos 80 anos

E para quem duvida de que é importante falar de futuro aos 80 anos… fica a dica!

Mario Vargas Llosa reflete sobre seus 80 anos de vida:

“Não há mérito algum em completar 80 anos; em nossos dias, qualquer um que não tiver maltratado excessivamente seu organismo com álcool, tabaco e drogas pode conseguir. Mas, talvez, seja uma boa oportunidade para fazer uma pausa no caminho e olhar para trás antes de retomar a cavalgada.

O que vejo são histórias, muitíssimas, as que me contaram, as que vivi, li, inventei e escrevi. As mais antigas, sem dúvida, são aquelas que me contavam em Cochabamba a vovozinha Carmen e a Mamaé, para que eu tomasse a sopa e não pegasse tuberculose. A tísica era o grande bicho-papão da época, como décadas depois seria a AIDS, a qual, agora, a medicina também conseguiu domar. Mas, ocasionalmente, ainda se desatam as pestes medievais que assolam a África, como forma de nos lembrar, de vez em quando, que é impossível enterrar o passado completamente: o levamos a reboque, gostemos ou não.(…)”

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Mario Varga Llosas

Mario Vargas Llosa | foto: Fundación Nueva Democracia

Mario Vargas Llosa | Foto: Fundación Nueva Democracia

Claudio Naranjo: uma aula sobre a vida

Das muitas coisas boas que me chegaram nesta semana, recomendo e multiplico o vídeo abaixo, de Claudio Naranjo, psiquiatra chileno, indicado ao prêmio Nobel da Paz.
Dentre outras coisas, o vídeo me fez lembrar do um livro, também de linguagem e texto muito simples – O que é científico, de Rubem Alves… que me chegou há uns dois anos atrás.
Nos dois textos, o que me encanta, é a discussão tão necessária… da importância do reconhecimento… nos nossos tempos (digo reconhecimento, porque os antigos filósofos já afirmavam a existência de qualidades primárias e secundárias do objeto e a necessidade de trabalha tais qualidades com a mesma intensidade) de que nosso aparato para pensar- aprender… possui uma metade racional e outra intuitiva. E que os aprendizados… também tão necessários à vida… provenientes da dimensão da intuição… só são possíveis através da experiência. Não se referem a um conhecimento que possa ser “estudado”, decorado, meramente transmitido.
Quando não reconhecemos os conhecimentos do campo da intuição como essenciais para o desenvolvimento humano, não abrimos o devido espaço na vida cotidiana para a arte e a fé, por exemplo. E, desta forma, comprimimos dimensões essenciais do humano. Essenciais para o crescimento e o auto-conhecimento do humano.
E, especialmente hoje… nós – todos e cada um de nós – carecemos demais de tudo o que é HUMANO. Para compreender, de fato, quem somos, para reaprender o sentido do amor e de amar, para poder conhecer e alinhar-se ao real sentido da nossa vida… entre tantas outras coisas…

Bom vídeo-semente para todos nós!
Alessandra Rosalles