Falar de futuro aos 80 anos

E para quem duvida de que é importante falar de futuro aos 80 anos… fica a dica!

Mario Vargas Llosa reflete sobre seus 80 anos de vida:

“Não há mérito algum em completar 80 anos; em nossos dias, qualquer um que não tiver maltratado excessivamente seu organismo com álcool, tabaco e drogas pode conseguir. Mas, talvez, seja uma boa oportunidade para fazer uma pausa no caminho e olhar para trás antes de retomar a cavalgada.

O que vejo são histórias, muitíssimas, as que me contaram, as que vivi, li, inventei e escrevi. As mais antigas, sem dúvida, são aquelas que me contavam em Cochabamba a vovozinha Carmen e a Mamaé, para que eu tomasse a sopa e não pegasse tuberculose. A tísica era o grande bicho-papão da época, como décadas depois seria a AIDS, a qual, agora, a medicina também conseguiu domar. Mas, ocasionalmente, ainda se desatam as pestes medievais que assolam a África, como forma de nos lembrar, de vez em quando, que é impossível enterrar o passado completamente: o levamos a reboque, gostemos ou não.(…)”

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Mario Varga Llosas

Mario Vargas Llosa | foto: Fundación Nueva Democracia

Mario Vargas Llosa | Foto: Fundación Nueva Democracia

Indicação: filme Sabor da Vida

Presentes da vida para nós…

Para todos que ainda tem um tempinho de pausa, neste início de ano, super indico o filme Sabor da Vida, de Naomi Kauase. A história é de uma delicadeza e de uma força, sem igual!

Desde muito… tenho uma ligação especial com a cultura oriental… a arte… a persistência alegre… a tenacidade… a retidão… a delicadeza… a espiritualidade… a educação… o respeito com os idosos… Não sei o que, de todas essas coisas, reverbera mais em mim!

Dentre os escritos que enamorei nestas férias, está um pouco da fenomenologia de Goethe… e o filme traz muito do pensamento desse autor.

Mas para além disso, é um relato da vida… como acredito que ela deva ser: nossa conexão com a arte, especialmente a da natureza – sua estrutura e inteireza – a gratidão e a pausa… diárias… necessárias… para aprender a contemplar tudo o que vive… e pela possibilidade de viver; a força de vontade como recurso imprescindível; tudo o que dói e pode ser transformado em alimento – para o corpo e para a alma…

E, o mais importante de tudo… pra mim… cada um de nós deve criar e aprender a fazer seus próprios alimentos… Não podemos oferecer ao outro, algo que não amamos o suficiente para servir antes de tudo… para nós!!!

Vale a pausa! Para assistir ao filme… para pensar o humano… a vida!

Em São Paulo, um dos locais onde o filme está passando é no Espaço Itaú de Cinemas, na Augusta!!!

Copio abaixo o trailer… para quem… como eu … ficou com água na boca!

 

Bom filme para todos nós!

Alessandra Rosalles

Arteterapeuta