Matt Crabtree: fotografia e viagem ao passado

Mais sobre a beleza, a delicadeza a força e a sutileza do olhar… quando a vida e a arte se abraçam!!!!

O fotógrafo londrino Matt Crabtree, numa de suas jornadas diárias pelo metrô de Londres, é tocado pela imagem de uma mulher, de singular beleza, num momento de total introspecção.

“… Eu estava sentado entre os outros milhões ou mais de passageiros em um vagão de metrô numa viagem ao trabalho, quando eu olhei para cima e vi essa senhora sentada usando uma capa de veludo, em uma pose clássica atemporal. Ela estava em seu próprio mundo belo, longe do barulho de tudo. A pintura flamenca do século 16 veio à mente, e é isso…”. Matt Crabtree.

A partir desta imagem ele criou a série “16th Century Tude Passengers”, onde se dispõe a fotografar com seu celular, pessoas comuns, em trajetos do metro de Londres, e transportá-las para a atmosfera mágica do século XVI.

O desafio que Matt propôs a si mesmo é que as fotos sejam feitas, retocadas e publicadas durante seu trajeto no metrô, com seu aparelho de celular…

“… Olhei em volta e de repente não conseguia ver nada além de muitas outras pessoas detidas em seus próprios espaços atemporais, introspectivos, calmos, em momentos pessoais…”. Matt Crabtree

20160713_matt-crabtree-seculo-16-1-agambiarra 20160713_matt-crabtree-seculo-16-3-agambiarra

Acesse o site do fotógrafo para ver as outras produções do projeto : Matt Crabtree | 16th century tube passengers


Fontes:

 

Podcast La Rueda Del Hámster

Deixo aqui a indicação de um podcast sobre Arte que me chegou há alguns dias: La Rueda del Hámster. Programa 91. Crear para transformarte.

Entre outras coisas, a escuta traz uma reflexão sobre o papel da arte na escola e na vida; a relação da arte com um suposto “talento” inato e a importância do exercício da expressão e da arte na vida.

Indico, especialmente, para os professores, os arteterapeutas e todas as pessoas que, de algum modo, estão interessadas ou envolvidas com o campo da arte.

Boa escuta- reflexão para nós!

Arterapeuta Alessandra Rosalles

Podcast_La rueda del hamster

CCBB apresenta O Triunfo da Cor: o pós impressionismo

De 04 de maio a 07 de julho de 2016, o Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB, na cidade de São Paulo, apresenta a exposição O Triunfo da Cor: o pós Impressionismo, com obras-primas vindas dos Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie, de Paris.

A exposição apresenta obras de 32 artistas que pesquisavam novos caminhos para a pintura. Este grupo de artistas era formado por ícones do movimento impressionista – entre eles Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat, Matisse – e foi “nomeado” pelo crítico inglês Roger Fry, de pós-impressionista, por propor uma nova linguagem estética, baseada no uso intenso da cor.

É sempre bom lembrar que já há algum tempo, é possível agendar as visitas às exposições do CCBB, e, assim, evitar as antigas filas. Acesse o Ingresso Rápido para agendar.

Boa exposição para todos nós!

Abraço,

Arteterapeuta Alessandra Rosalles

O triunfo da cor

Nise da Silveira – o coração da loucura

Para aqueles que quiserem aproximar-se um tanto de um universo ainda bastante estigmatizado – o da história da loucura – super-recomendo o filme: Nise – O Coração da Loucura, direção de Roberto Berliner, (baseado no livro, Nise- Arqueóloga dos Mares, de Bernardo Horta).

É um filme bastante impactante… que traz à tona um pouco do universo nu e cru do Centro Psiquiátrico do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, em meados de 1940. Ele retrata, especialmente, o trabalho da psiquiatra Nise da Silveira, que buscava dignificar e humanizar o tratamento dos internos do hospital – seus clientes, como ela chamava – através do afeto e do trabalho com a Arte.

Entre tantas “belezas” a que podemos assistir, está a coragem, a sensibilidade e a competência com que Nise desbrava este universo – o dos hospitais psiquiátricos – até então, ocupado, em sua maioria, pelos homens.

Outro aspecto primordial do trabalho de Nise, retratado delicadamente no filme, é a tenacidade e a força com que ela entra em contato e se dispõe a dar voz e a escutar seus clientes – os esquizofrênicos – que há tanto tempo estavam esquecidos de si… internos que eram daquele hospital. Essa “escuta apurada” – para mim um dos aspectos mais ricos do trabalho de todo médico e de todo terapeuta – traz de volta… gradativamente… o Ser, o humano… para além de sua patologia. E é essa voz, que vai delineando os contornos sutis da história de cada um daqueles internos. E eles então, podem recomeçar a existir… a simbolizar… expressar sua existência!

Imperdível!

Sim… a primeira cena do filme é bem simbólica do tema… vale ficar atento!!!

Abraço,

Arteterapeuta Alessandra Rosalles

“… Acredito, pela experiência, que na atividade criadora são mobilizados vários aspectos da psique, porque se dá a oportunidade para que se exprimam as forças ordenadoras auto curativas, que se opõem às dissociações, às desordens… causadas pelos conflitos psicológicos. Essas forças instintivas são um movimento que vem do inconsciente. Como todo o sistema biológico se defende, por que o psíquico seria o único a não se defender? A autorregulação biológica se processa e a psíquica não pode fugir a uma regra de todo o sistema biológico…”. Nise da Silveira in Nise da Silveira – Caminhos de uma Psiquiatra Rebelde, de Luiz Carlos Mello. Editora Automática.

Metropolitan Museum of Art disponibiliza parte de arcevo para download

Presentes da vida para nós…

Um dos mais importantes e renomados museus do Mundo, o Metropolitan Museum of Art, de Nova York, disponibilizou em PDF parte do seu acervo para download gratuito ou leitura on-line. Quem preferir, também poderá comprar os livros em formato impresso.

Os materiais disponibilizados englobam todo o período da história da arte – foram publicados entre 1964 e 2016.

Dentre as principais obras do acervo, estão os perfis biográficos de artistas como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Van Gogh, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rembrandt e Claude Monet, entre outros.

Vale a pena dar uma passadinha por lá!

Boa pesquisa para todos nós!

Arteterapeuta Alessandra Rosalles

Indicação: filme Sabor da Vida

Presentes da vida para nós…

Para todos que ainda tem um tempinho de pausa, neste início de ano, super indico o filme Sabor da Vida, de Naomi Kauase. A história é de uma delicadeza e de uma força, sem igual!

Desde muito… tenho uma ligação especial com a cultura oriental… a arte… a persistência alegre… a tenacidade… a retidão… a delicadeza… a espiritualidade… a educação… o respeito com os idosos… Não sei o que, de todas essas coisas, reverbera mais em mim!

Dentre os escritos que enamorei nestas férias, está um pouco da fenomenologia de Goethe… e o filme traz muito do pensamento desse autor.

Mas para além disso, é um relato da vida… como acredito que ela deva ser: nossa conexão com a arte, especialmente a da natureza – sua estrutura e inteireza – a gratidão e a pausa… diárias… necessárias… para aprender a contemplar tudo o que vive… e pela possibilidade de viver; a força de vontade como recurso imprescindível; tudo o que dói e pode ser transformado em alimento – para o corpo e para a alma…

E, o mais importante de tudo… pra mim… cada um de nós deve criar e aprender a fazer seus próprios alimentos… Não podemos oferecer ao outro, algo que não amamos o suficiente para servir antes de tudo… para nós!!!

Vale a pausa! Para assistir ao filme… para pensar o humano… a vida!

Em São Paulo, um dos locais onde o filme está passando é no Espaço Itaú de Cinemas, na Augusta!!!

Copio abaixo o trailer… para quem… como eu … ficou com água na boca!

 

Bom filme para todos nós!

Alessandra Rosalles

Arteterapeuta

Claudio Naranjo: uma aula sobre a vida

Das muitas coisas boas que me chegaram nesta semana, recomendo e multiplico o vídeo abaixo, de Claudio Naranjo, psiquiatra chileno, indicado ao prêmio Nobel da Paz.
Dentre outras coisas, o vídeo me fez lembrar do um livro, também de linguagem e texto muito simples – O que é científico, de Rubem Alves… que me chegou há uns dois anos atrás.
Nos dois textos, o que me encanta, é a discussão tão necessária… da importância do reconhecimento… nos nossos tempos (digo reconhecimento, porque os antigos filósofos já afirmavam a existência de qualidades primárias e secundárias do objeto e a necessidade de trabalha tais qualidades com a mesma intensidade) de que nosso aparato para pensar- aprender… possui uma metade racional e outra intuitiva. E que os aprendizados… também tão necessários à vida… provenientes da dimensão da intuição… só são possíveis através da experiência. Não se referem a um conhecimento que possa ser “estudado”, decorado, meramente transmitido.
Quando não reconhecemos os conhecimentos do campo da intuição como essenciais para o desenvolvimento humano, não abrimos o devido espaço na vida cotidiana para a arte e a fé, por exemplo. E, desta forma, comprimimos dimensões essenciais do humano. Essenciais para o crescimento e o auto-conhecimento do humano.
E, especialmente hoje… nós – todos e cada um de nós – carecemos demais de tudo o que é HUMANO. Para compreender, de fato, quem somos, para reaprender o sentido do amor e de amar, para poder conhecer e alinhar-se ao real sentido da nossa vida… entre tantas outras coisas…

Bom vídeo-semente para todos nós!
Alessandra Rosalles