Várias de mim

Campineira de coração. Virginiana de 09.09. Filha de João (Luís) e Maria (Helena)… rs! A mais velha de três irmãos. Nasci e passei parte de minha vida em Campinas – até os vinte e quatro anos, mas foi na cidade de São Paulo que me tornei mãe, profissional, mulher. Tudo ao mesmo tempo, assim como em muitas histórias é!

Desde muito pequena, tenho especial paixão pelas pessoas, pelos desafios e por conhecer. Nas minhas lembranças, desde a mais tenra idade, estão presentes a brincadeira, a alegria por ensinar e aprender, a curiosidade, o cuidado – comigo e com os outros – e o novo… alimentos para minha alma!

Meu primeiro bichinho de estimação… pasmem, foi um siri! Naquela época –  meus sete anos – moradora de Londrina, passeava com um amigo pela rua – meu quintal – quando avistamos ao longe, no mercadão que ficava há uns quinze quarteirões da minha casa, um emaranhado de “seres” estranhos e peludos, unidos como numa penca, a se mexer. Olhamos um para o outro, e, sem dizer nenhuma palavra, soubemos que queríamos um animalzinho daquele para nós!

Voltamos juntos, correndo pela calçada… chinelos na mão e pés no chão. Chegando em casa, inventamos uma história fantástica para nossas mães e conseguimos dinheiro para comprar nossos animais. Correndo também, voltamos para o mercado e, com as moedinhas em punho, negociamos o preço do nosso animal. O vendedor nos aconselhou: – Amarrem uma cordinha em uma de suas patinhas e não se esqueçam de colocá-los numa caixinha toda furada para ele respirar e descansar! Alimentos? Folhas de alface, tomate fresquinho, água… e muita areia… que era para o bichinho lembrar-se que ele veio do mar! Tarefa dada, tarefa cumprida! Até hoje carrego comigo a sensação de alegria de voltarmos, quarteirões afora, com os sirizinhos presos à cordinha, caminhando muito, mas muiiiiiiiiiito devagar…

Ok, tenho de confessar… desde pequena sou inventadeira… observadora… uma colecionadora nata… das mais diferentes histórias! Sempre muito sabida… sempre muito atenta, confio que nossa memória é nosso maior tesouro!

E por falar em memória… foi com minha mãe que aprendi a delícia, a delicadeza e a beleza que é o escutar. Todas as noites, quando voltava do trabalho e antes de irmos dormir, ela se sentava à nossa cama e nos contava histórias; duas eram as suas prediletas e nunca podiam faltar: João e o Pé de Feijão e O Velhinho Bom!

Com o tempo, fui crescendo, e, a partir da escuta, também aprendi a amar a arte e as palavras… cada vez mais! Dizia, minha professora de Português: – Vamos começar nossa lista… Hoje, só vale palavras macias e rechonchudas… Algodão-doce, carinho, nuvem, ninho, amar. E, no outro dia, era a vez das desafiadoras: solidão, adoecimento, entristecer, morrer, renascer, recomeçar.

O que eu faço002

Um trabalho terapêutico, mediado pela fala e pela Arteterapia, de acompanhar e cuidar das pessoas (e de seus processos), que estejam interessadas em conhecer-se melhor, repensar e reinventar sua história (criando espaços de fala, expressão, escuta e acolhida para si), ou que estejam passando por fases de adoecimento, mudança, transição ou retomada da própria vida e tenham necessidade de ser acompanhadas e acolhidas por um AT- Acompanhante Terapêutico.

Também faço supervisão para educadores e arteterapeutas em início de carreira.

Por que faço002

Amo a vida – para além de todos os seus desafios – as pessoas e tenho o dom da escuta, de acompanhar e de cuidar. O sofrimento humano, o cuidado e a capacidade de crescimento, sempre me tocaram e me sensibilizaram.  Confio que todos nós temos recursos internos para nos expressar, conhecer e crescer, além de uma centelha divina que nos guia, orienta… e nos leva exatamente para onde temos de ir. Tudo o que é humano me toca, encanta, mobiliza e desafia. Adoro ensinar, aprender, e a arte! Como dizia Madalena Freire, acredito que quanto mais a gente ensina, mais a gente aprende! E quanto mais aprendemos sobre nós mesmos, nossa história… maior pode ser nossa possibilidade de nos relacionar com ela – nossas dores e delícias! Compartilho com Alejandro Reísín da concepção de que a arte (e, acrescento… que  também o conhecimento), “…  tem a virtude de laço… de enlaçar questões que aparentemente se encontram afastadas ao entendimento… de fazer pontes e de nos levar a lugares … não previstos pela lógica racional…”. Confio na beleza e na riqueza dos bons encontros da vida e que eles podem nos fortalecer e nos tornar pessoas melhores e mais confiantes para enfrentar as demandas do dia-a-dia – especialmente nos momentos de maior fragilidade. Acredito que o autoconhecimento, o cuidado e a delicadeza, mas… também a coragem, a leveza, o bom humor e a força são essenciais nos momentos de mudança, retomada, crescimento e transformação.

Onde faço

Atualmente sou assistente num Ateliê de Arteterapia para idosos, ofereço supervisão a educadores e arteterapeutas em início de carreira e atendo como arteterapeuta e AT – acompanhante terapêutico, em consultório, na zona Sul de São Paulo. Também realizo atendimento hospitalar, domiciliar ou em qualquer outro local que se faça necessário.

 

Mais de mim

 

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