Matt Crabtree: fotografia e viagem ao passado

Mais sobre a beleza, a delicadeza a força e a sutileza do olhar… quando a vida e a arte se abraçam!!!!

O fotógrafo londrino Matt Crabtree, numa de suas jornadas diárias pelo metrô de Londres, é tocado pela imagem de uma mulher, de singular beleza, num momento de total introspecção.

“… Eu estava sentado entre os outros milhões ou mais de passageiros em um vagão de metrô numa viagem ao trabalho, quando eu olhei para cima e vi essa senhora sentada usando uma capa de veludo, em uma pose clássica atemporal. Ela estava em seu próprio mundo belo, longe do barulho de tudo. A pintura flamenca do século 16 veio à mente, e é isso…”. Matt Crabtree.

A partir desta imagem ele criou a série “16th Century Tude Passengers”, onde se dispõe a fotografar com seu celular, pessoas comuns, em trajetos do metro de Londres, e transportá-las para a atmosfera mágica do século XVI.

O desafio que Matt propôs a si mesmo é que as fotos sejam feitas, retocadas e publicadas durante seu trajeto no metrô, com seu aparelho de celular…

“… Olhei em volta e de repente não conseguia ver nada além de muitas outras pessoas detidas em seus próprios espaços atemporais, introspectivos, calmos, em momentos pessoais…”. Matt Crabtree

20160713_matt-crabtree-seculo-16-1-agambiarra 20160713_matt-crabtree-seculo-16-3-agambiarra

Acesse o site do fotógrafo para ver as outras produções do projeto : Matt Crabtree | 16th century tube passengers


Fontes:

 

Falar de futuro aos 80 anos

E para quem duvida de que é importante falar de futuro aos 80 anos… fica a dica!

Mario Vargas Llosa reflete sobre seus 80 anos de vida:

“Não há mérito algum em completar 80 anos; em nossos dias, qualquer um que não tiver maltratado excessivamente seu organismo com álcool, tabaco e drogas pode conseguir. Mas, talvez, seja uma boa oportunidade para fazer uma pausa no caminho e olhar para trás antes de retomar a cavalgada.

O que vejo são histórias, muitíssimas, as que me contaram, as que vivi, li, inventei e escrevi. As mais antigas, sem dúvida, são aquelas que me contavam em Cochabamba a vovozinha Carmen e a Mamaé, para que eu tomasse a sopa e não pegasse tuberculose. A tísica era o grande bicho-papão da época, como décadas depois seria a AIDS, a qual, agora, a medicina também conseguiu domar. Mas, ocasionalmente, ainda se desatam as pestes medievais que assolam a África, como forma de nos lembrar, de vez em quando, que é impossível enterrar o passado completamente: o levamos a reboque, gostemos ou não.(…)”

(continue lendo…)

Mario Varga Llosas

Mario Vargas Llosa | foto: Fundación Nueva Democracia

Mario Vargas Llosa | Foto: Fundación Nueva Democracia

Podcast La Rueda Del Hámster

Deixo aqui a indicação de um podcast sobre Arte que me chegou há alguns dias: La Rueda del Hámster. Programa 91. Crear para transformarte.

Entre outras coisas, a escuta traz uma reflexão sobre o papel da arte na escola e na vida; a relação da arte com um suposto “talento” inato e a importância do exercício da expressão e da arte na vida.

Indico, especialmente, para os professores, os arteterapeutas e todas as pessoas que, de algum modo, estão interessadas ou envolvidas com o campo da arte.

Boa escuta- reflexão para nós!

Arterapeuta Alessandra Rosalles

Podcast_La rueda del hamster

Escolas argentinas usam arte como fio condutor para o trabalho pedagógico

Por volta de 1958, duas professoras universitárias argentinas – uma formada em Artes e a outra em Música -, abriram uma pequena escola, a princípio, na casa de uma delas, por acreditar que era necessário ousar e começar a desenvolver experiências alternativas de educação. Este foi o início do que seriam as Escolas Experimentais no país…

Passados muitos anos de trabalho e de luta, foi criado um método pelos docentes de lá, inspirado na pedagogia proposta por Paulo Freire. No método criado, a arte é utilizada como fio condutor no desenvolvimento do trabalho das disciplinas obrigatórias do currículo.

Desde sua chegada na escola, os estudantes tem contato com pincéis, tintas e instrumentos musicais e, é a partir destes instrumentos-recursos, que os professores conduzem suas aulas.

Para além da questão da arte como condutora dos processos de ensino-aprendizagem, há outros aspectos fundamentais na concepção e no desenvolvimento das Escolas Experimentais na Argentina.

Esta é uma história que vale a leitura!!!

Acesse o site do Centro de Referências em Educação Integral e leia mais detalhes desta história.

 Abaixo, entrevista com Emilio, professor de uma escola pública experimental em Ushuaia, Argentina.

Abraço,

Arteterapeuta Alessandra Rosalles

CCBB apresenta O Triunfo da Cor: o pós impressionismo

De 04 de maio a 07 de julho de 2016, o Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB, na cidade de São Paulo, apresenta a exposição O Triunfo da Cor: o pós Impressionismo, com obras-primas vindas dos Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie, de Paris.

A exposição apresenta obras de 32 artistas que pesquisavam novos caminhos para a pintura. Este grupo de artistas era formado por ícones do movimento impressionista – entre eles Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat, Matisse – e foi “nomeado” pelo crítico inglês Roger Fry, de pós-impressionista, por propor uma nova linguagem estética, baseada no uso intenso da cor.

É sempre bom lembrar que já há algum tempo, é possível agendar as visitas às exposições do CCBB, e, assim, evitar as antigas filas. Acesse o Ingresso Rápido para agendar.

Boa exposição para todos nós!

Abraço,

Arteterapeuta Alessandra Rosalles

O triunfo da cor

Nise da Silveira – o coração da loucura

Para aqueles que quiserem aproximar-se um tanto de um universo ainda bastante estigmatizado – o da história da loucura – super-recomendo o filme: Nise – O Coração da Loucura, direção de Roberto Berliner, (baseado no livro, Nise- Arqueóloga dos Mares, de Bernardo Horta).

É um filme bastante impactante… que traz à tona um pouco do universo nu e cru do Centro Psiquiátrico do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, em meados de 1940. Ele retrata, especialmente, o trabalho da psiquiatra Nise da Silveira, que buscava dignificar e humanizar o tratamento dos internos do hospital – seus clientes, como ela chamava – através do afeto e do trabalho com a Arte.

Entre tantas “belezas” a que podemos assistir, está a coragem, a sensibilidade e a competência com que Nise desbrava este universo – o dos hospitais psiquiátricos – até então, ocupado, em sua maioria, pelos homens.

Outro aspecto primordial do trabalho de Nise, retratado delicadamente no filme, é a tenacidade e a força com que ela entra em contato e se dispõe a dar voz e a escutar seus clientes – os esquizofrênicos – que há tanto tempo estavam esquecidos de si… internos que eram daquele hospital. Essa “escuta apurada” – para mim um dos aspectos mais ricos do trabalho de todo médico e de todo terapeuta – traz de volta… gradativamente… o Ser, o humano… para além de sua patologia. E é essa voz, que vai delineando os contornos sutis da história de cada um daqueles internos. E eles então, podem recomeçar a existir… a simbolizar… expressar sua existência!

Imperdível!

Sim… a primeira cena do filme é bem simbólica do tema… vale ficar atento!!!

Abraço,

Arteterapeuta Alessandra Rosalles

“… Acredito, pela experiência, que na atividade criadora são mobilizados vários aspectos da psique, porque se dá a oportunidade para que se exprimam as forças ordenadoras auto curativas, que se opõem às dissociações, às desordens… causadas pelos conflitos psicológicos. Essas forças instintivas são um movimento que vem do inconsciente. Como todo o sistema biológico se defende, por que o psíquico seria o único a não se defender? A autorregulação biológica se processa e a psíquica não pode fugir a uma regra de todo o sistema biológico…”. Nise da Silveira in Nise da Silveira – Caminhos de uma Psiquiatra Rebelde, de Luiz Carlos Mello. Editora Automática.

Metropolitan Museum of Art disponibiliza parte de arcevo para download

Presentes da vida para nós…

Um dos mais importantes e renomados museus do Mundo, o Metropolitan Museum of Art, de Nova York, disponibilizou em PDF parte do seu acervo para download gratuito ou leitura on-line. Quem preferir, também poderá comprar os livros em formato impresso.

Os materiais disponibilizados englobam todo o período da história da arte – foram publicados entre 1964 e 2016.

Dentre as principais obras do acervo, estão os perfis biográficos de artistas como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Van Gogh, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rembrandt e Claude Monet, entre outros.

Vale a pena dar uma passadinha por lá!

Boa pesquisa para todos nós!

Arteterapeuta Alessandra Rosalles

#actofhumanity – Contos que não são de fadas: Mustafa goes for a walk

Nesta terceira animação da campanha do UNICEF – Contos que não são de Fadas, vamos nos aproximar um tantinho da história de Mustafá, que depois de deixar sua casa, questiona quem sobrou para ser seu amigo.

Se você sente-se parte da causa das crianças refugiadas, que partem em busca de condições humanas para viver… multiplique também este vídeo.

Confio que nosso gesto de apoio chegará para todas as nossas crianças refugiadas.

Bom vídeo para todos nós!

Arteterapeuta Alessandra Rosalles


Link original da campanha… Unicef lança “contos que não são de fadas” sobre crianças refugiadas

#actofhumanity – Contos que não são de fadas: Malak and the boat

Campanha do UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância – ” Contos que não são de Fadas”.

Neste segundo vídeo, vamos conhecer um pouco da história de Malak, uma menina de 7 anos que viveu a fuga num barco furado.

No post anterior falamos mais sobre a campanha e apresentamos o primeiro vídeo.

Bom vídeo para todos nós!

Arteterapeuta Alessandra Rosalles 


Link original da campanha… Unicef lança “contos que não são de fadas” sobre crianças refugiadas

#actofhumanity – Contos que não são de fadas: Ivine and Pillow

Há poucos dias me chegou uma página noticiando que o UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância – lançou uma campanha… inicialmente, através de 3 animações, que contam histórias reais… de crianças refugiadas, mostrando o horror vivido por elas, nesta situação.

A série, denominada “Contos que não são de fadas”, ressalta a importância e a valorização das histórias destas crianças – independente de como sejam ou de onde elas venham – assim como os direitos que todas elas tem… independente de sua nacionalidade… de serem respeitadas e apoiadas na reconstrução de suas vidas.

Segundo Paloma Escudero – chefe de Comunicação do UNICEF – há “… pelo menos 65 milhões de crianças e jovens em todo o mundo estão em movimento, fugindo de conflitos, pobreza e condições climáticas extremas e “buscando uma vida mais estável e um lugar para chamar de casa”.

O objetivo desta campanha é sensibilizar e envolver o maior número de pessoas nesta causa – a das crianças refugiadas, que estão em busca de um lugar melhor para viver.

Então, bora lá participar!

Nesta semana, postarei… alternadamente… as três primeiras animações.

O PRIMEIRO vídeo… postado abaixo, conta a história real de Ivine, uma menina de 14 anos que se estabelece em um campo de refugiados na Alemanha, depois de ter vivido uma fuga perigosa da Síria. No final dos vídeos, conheça os personagens reais da animação.


Se você se sente parte… multiplique também os vídeos nos seus grupos.

Nossas crianças… de todo o mundo… agradecem!

Forte abraço,

Arteterapeuta Alessandra Rosalles


Link original da campanha… Unicef lança “contos que não são de fadas” sobre crianças refugiadas