Quíron, o curador ferido

“… Quíron, em grego kheíron, nome que é possivelmente, uma abreviatura de kheirurgós – que trabalha ou age com as mãos –  cirurgião, pois que este centauro foi um grande médico, que sabia muito bem compreender seus pacientes, por ser um médico ferido. Filho do deus Crono e de Fílira, pertencia à geração divina dos Olímpicos. Pelo fato de Crono ter se unido a Fílira, sob a forma de uma cavalo, o Centauro possuía dupla natureza- equina e humana. Vivia em uma gruta, no monte Pélion, e era um gênio benfazejo, amigo dos homens. Sábio, ensinava música, arte da guerra e da caça e moral, mas sobretudo a medicina. Foi o grande educador de heróis, entre outros, de Jasão, Peleu, Aquiles e Asclépio. Quando do massacre dos centauros por Héracles, Quíron, que estava ao lado do herói e era seu amigo, foi acidentalmente ferido por uma flecha envenenada do filho de Alcmena. O centauro aplicou unguentos sobre o ferimento, mas este era incurável…”. In. Mitologia Grega vol.2, pg 84. Junito de Souza Brandão. Editora Vozes.

Apesar de existirem diferentes versões para o mito de Quíron, em essência, esse mito descreve a imagem de um centauro – figura mitológica que é metade homem, metade animal – que mesmo sendo um deus, é incapaz de curar sua própria ferida e que, por ter tido que aprender a conviver com ela, transforma-se num curador.  Segundo esse mito, a capacidade de cura só é ativada no curador à medida em que ele se torna consciente de suas próprias feridas.

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